Macbeth

In Macbeth, Shakespeare presents a great theatrical challenge: to make the presence of the invisible sensitive. In this tragedy, the intervention of ghosts and spirits dominates all the action. No other dramatic work has succeeded so well in appropriating the theme of the night. It is the nocturn of Man, prisoner of his desires, driven to crime, to desperation, and the consciousness of his fall.

The Macbeth of the Amok Teatro is an adaptation of the Shakespearean script. We preserve the essential lines of the original play and the richness of its language, concentrating all the attention on the characters. In this staging, we neither want to reconstitute the historical and geographical context of the play nor do we create a modern one. We seek to create an imaginary Scotland, devised from the confluence of diverse cultures.

The play made its debut in 2004, and received a nomination for the Shell Prize for Best Costumes. The show is among the "Best of the Year" by the O Globo newspaper.

 

"Everything in this story is sombre, where we can feel the overwhelming power of the supernatural world".

Gordon Craig






CAST AND CREATIVE

Text William Shakespeare
Conception/adaptation Stephane Brodt e Ana Teixeira
Director Ana Teixeira
Cast
- Macbeth Stephane Brodt
- Lady Macbeth Ludmila Wischansky
- Duncan e Macduff Marcus Pina
- Ross e Lennox Gustavo Damasceno
- Banquo Ricardo Damasceno
- Malcom Breno Primo de Mello
- Servidor de Cena Cassiano Gomes
- Seyton Bruno de Oliveira
- Bruxa Nvea Magno
Music Carlos Bernardo
Costumes and Makeup Stephane Brodt
Scenery Ana Teixeira
Lighting designer Renato Machado
Press Angela Peach and Ana Wambier
Design Paolo Lima
Seamstress Tnia Dias
Masks (Bali) Rei Duncan Ida Bagus Anom e Ross I Nyomam Setiawan
Sculpture (head of Macbeth) Miguel Velhinho (design) e JFGS
Grafic Design Paulo Lima
Production Andr Schmidt

Instruments
Percussions Changge (South Korea); Puk (South Korea), Bongos (Cuba), Tablas (Pakistan), Ching (South Korea); Kwaeng'gwari (South Korea); Gong "board" (Brazil); Pandeiro (Brazil)
Strings Saz (Turkey), Viola da Gamba Tenor (Germany), fiddle (Brazil), 4-String Banjo, guitar bass.
Winds Didgeridoo (Australia); t'aep'yongnso-oboe (South Korea), and average basse Suling (Bali); Berrante (Brazil).




TEXTS

A ATUALIDADE DE SHAKESPEARE

Podemos dizer que Shakespeare foi um grande observador de seu tempo e que ele trabalhava de modo prtico, para um teatro onde era preciso que as peas fossem compreendidas pelo pblico e correspondessem s suas expectativas. Do ponto de vista histrico, ele viveu de 1564 a 1616 e foi um dramaturgo dentre outros que escrevia para o pblico londrino da poca elisabetana. Mas Shakespeare foi tambm um poeta e sua obra fala ao homem de hoje com uma incrvel atualidade. Se retirarmos dele a pertinncia nossa poca, estaremos renunciando ideia de que um dos mistrios da arte consiste em comunicar com as pocas, culturas e lugares distantes.

Hoje, quando montamos uma pea de Shakespeare, sabemos que devemos aceitar o desafio de adapt-la ao momento presente. Mas presente e contemporneo no a mesma coisa. Existe uma diferena entre a modernizao de um texto e a atualidade que ele contm. Qualquer proposta de encenao possvel, mas preciso que ela permanea em contato com todos os aspectos da obra que so fecundos e significativos, tanto hoje como no passado. No momento em que o ator e o encenador confrontam o texto cena, no so os dados histricos e geogrficos ou a poca elisabetana que so relevantes. O que faz com que uma pea como Macbeth seja atual o fato de colocar em foco o homem, independente de sua poca ou de sua cultura. Isto tambm verdadeiro para a tragdia grega. Os personagens que se apresentam ali nos colocam uma questo universal. Eles so representativos do ser humano e no de uma poca ou de um lugar.

Em nossa montagem de Macbeth, no nos preocupamos em restituir o contexto histrico e geogrfico da pea, nem criar um contexto “moderno”. Procuramos criar uma realidade teatral, indo ao encontro de uma Esccia de teatro, evocando um universo diferente daquele que em vivemos, mas no qual podemos nos reconhecer. Procuramos a poesia da cena para que ela pudesse encontrar a densa poesia do texto de Shakespeare.

Hamlet, Macbeth, Lear ou Ricardo III no pertencem ao passado, nem so prisioneiros de nenhuma poca. Esses personagens esclarecem nosso destino e nossos prprios atos, nos ajudando a refletir sobre a vida, a morte e sobre a nossa condio neste mundo.

Ana Teixeira
Publicado em CCBB Cultura-e | Rio de Janeiro, 2004








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