HISTÓRIAS DE FAMÍLIA
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Um Espetáculo Exemplar  -  Grupo Amok traduz a experiência da guerra em uma execução cuidadosa.
É característica do Amok Teatro uma execução cuidadosa, com cada postura, palavra ou gesto tendo a exata medida teatral, em que forma empresta um significado especial à imitação da vida, que permite que esta seja vista de forma distanciada e, por isso mesmo, crítica, aberta à reflexão. O cenário de Ana Teixeira, um simples praticável claro cercado por um ambiente negro, onde há janela, mesa, cadeiras, tudo reduzido ao mínimo. Figurinos austeros, escuros, a não ser por um vestido que tenta ser diferente daquele mundo, de Stéphane Brpdt, e luz de Renato Machado, compõem um perfeito pano de fundo, com criteriosos uso de música. A direção de Ana Teixeira e Stephane Brodt é justa e austera, toda voltada para o horror que é o mundo em guerra.
Bruce Araújo, Rosana Barros, Stephane Brodt e Christiane Góis formam o elenco, os três primeiros, a família unida, menos por afeição do que por tensão, medo e ódio; a última como o elemento estranho e, portanto, que deve ser sacrificado. Um trabalho conjunto de alta qualidade . “Histórias de Família” é um espetáculo exemplar, tanto como teatro quanto em sua  capacidade para mostrar o que possa ser a experiência da guerra para todos que sofrem, mesmo que não tomem parte ativa dela.

Barbara Heliodora

O GLOBO – Rio de Janeiro

 
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 “Histórias de Família” aborda a desintegração da Ex-Ioguslávia com interpretações extremadas dos atores e confirma a qualidade da Cia. Amok Teatro
Em relação aos atores, a minuciosa construção dos personagens continua visível diante do público. Desta vez, o elenco dirigido por Stephane Brpdt e Ana Teixeira evidencia corpos tensionados, nos quais salta aos olhos a precisão no desenho de cada movimento, num registro distante da espontaneidade naturalista.
Srbljanovic expõe a contundente reverberação da guerra em ambientes privados. Os personagens travam relacionamentos pautados pela violência. (...) O inimigo não está só no mundo externo, mas dentro de casa. Num contexto tão adverso, as crianças talvez possam formar uma família substituta, um pouco menos destroçada. Aqueles que sobreviverem permanecerão, com certeza, assombrados por fantasmas de parentes ou amigos mortos na guerra.
Urgência no Corpo
A destruição da infância surge simbolizada pelas bonecas arrebentadas, elementos importantes da cenografia, que potencializa a ruína sugerida no texto – janelas quebradas e objetos enferrujados reforçam essa impressão. A inserção de cores mais vibrantes é discreta. A iluminação de Renato Machado recorta áreas do palco em sintonia com a estrutura algo fragmentada do texto.
E a música volta a ganhar função relevante, como nas montagens anteriores da Amok. Os atores Bruce Araújo, Christiane Góis, Rosna Barros e Stephane Brodt investem em atuações extremadas e dão gravidade à via-crucis de seus personagens por meio de corpos marcados pela urgência.

Daniel Schenker

REVISTA BRAVO!

 
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Uma das companhia de maior prestígio da cena carioca contemporânea, o grupo Amok Teatro, vem buscando, desde 2008, com sua Trilogia da Guerra, trazer aos palcos da nossa cidade espetáculos que propõem reflexões sobre as sociedades que vivem grandes conflitos bélicos. (...)
Ao contrário de investigar as tensões a partir de um enfoque que privilegie o olhar direto sobre a luta armada e a atuação dos políticos que a engendraram, o grupo prefere voltar-se para o universo mais íntimo da família, analisando a guerra a partir de suas consequências mais nefasta a esse núcleo social básico. Assim, é a perda de valores  essenciais ao convívio humano o objeto de interesse primário de Histórias de Família, .
(...) A dupla Ana Teixeira e Stephane Brodt, responsável pela adaptação e direção, realiza um trabalho primoroso, que extrai o melhor do texto e do elenco, do qual Brodt também faz parte. A força do desempenho dos intérpretes é tamanha que o público sente-se literalmente transportado para aquele estranho e, ao mesmo tempo, tão conhecido universo. Bruce Araújo, Christiane Góis, Rosna Barros e Stephane Brodt oferecem ao público uma das imagens mais perfeitamente desenhadas do autoritarismo e da irracionalidade de um determinado tipo de poder.
Cenário e figurino contribuem  para o bom resultado do todo, explorando os contrastes e criando uma cena em que a plasticidade se coloca organicamente a serviço dos intérpretes.

Histórias de Família  é um espetáculo que merece ser visto. Mais um acerto na trajetória de uma de nossas melhores companhias.

Ana Lucia Vieira de Andrade

JORNAL DO BRASIL - Rio de Janeiro

 
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