KABUL
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Kabul, de los autores e directores Ana Teixeira y Stephane Brodt (Rio de Janeiro), narra, em um estilo sobrio y ceñido que recuerda creaciones de Peter Brook, como El Traje, una historia que une el desdichado episodio de uma mujer lapidada em El estádio de Kabul em 1999, com El livro Lãs Golondrinas de Kabul, de La argelina Yasmina Kadra. Son magistrales la escenografia, mínima y artística, y La interpretación: los actores, además de dar el alma de sus personajes, sugieren puertas, cárceles y habitaciones. De lo mejor Del festival...

Jorge Arias

Porto Alegre Em Cena 2010 | Uruguai

 
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O CORTE NA ACADEMIA

Estamos falando em tragédia. Kabul, que trata da vida na cidade de Cabul, capital do Afeganistão, e que começa coma divulgação de algumas leis promulgadas em 1997 (treze anos atrás somente), do ponto de vista de suas interpretações, cheira à tragédia, das gregas. Os personagens encaminham suas direções por entre limites muito bem marcados, definidos, superiores a eles e suas vontades/idiossincrasias. (...) A concepção de Teixeira, pela forma coesa que se expressa, faz do Amok, nesse espetáculo, como também em outros, um dos melhores grupos teatrais do país nesse tamanho continental que ele tem.

E ainda, no mesmo aspecto, indo além da encenação e chegando à recepção, o clima instaurado de dor contínua e peso se estende ao público. O espetáculo sufoca. Quem vê se sente preso nesse estado de coisas tolhedor de qualquer liberdade: não podemos nos mexer, não podemos olhar para o lado, não podemos não ouvir e, principalmente, não nos é permitido não compreender o que está sendo dito. Tudo é claro o bastante para nos obrigar a experimentar. (...) Kabul faz reviver uma situação política verdadeira em Cabul. O tormento sentido pelo espectador absorto é necessário à peça, ao que se quer, à catarse épica, se é que Aristóteles e Brecht possam conviver. Quanto mais rápido são os atores na contrarregragem, mais cortante é a cena conseqüente.

Rodrigo Monteiro

Porto Alegre em cena

 
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Kabul, do Amok Teatro, dirigido por Ana Teixeira, talvez a maior diretora de sua geração no Brasil, nessa profissão tão pouco exercida por mulheres, é um espetáculo de arrepiar.

Deolinda Vilhena

Terra Magazine

 
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EXISTÊNCIAS EM MEIO À NEGAÇÃO

Segunda parte de trilogia sobre a guerra, ‘Kabul’ reafirma humanidade em torno da barbárie.

Os autores particularizam o exterior para ampliar ressonâncias interiores, revestem de carne, ossos e alma, mulheres encobertas por burcas. E a burca se transforma em metáfora da crueldade do anonimato dos direitos individuais, vestido de indiferença e de respeito. Essa ambientação essencial, com figurino perfeito e iluminação despojada de atmosfera ensombrada, de Renato Machado, é acompanhada por música de Beto Lemos, que tão bem aclima os quadros. O elenco revela a profundidade com que constroem as interpretações, resultantes de evidente procura de rigor e de depura mento.

Macksen Luiz

Jornal do Brasil | Rio de Janeiro

 
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O HORROR ROTINEIRO DA GUERRA

Segunda parte da trilogia do Amok teatro sobre conflitos armados transmite com força a opressão do Talibã.

A direção e Ana Teixeira é escorreita, tornando ainda mais impactante a idéia do sofrimento da vida em tempos de guerra justamente por evitar exageros; neste mundo não há esperança nem amparo. Stephane Brodt, Fabiana de Mello e Souza, Kely Brito e Marcus Pina têm, todos, atuações conscientes e de boa qualidade, que estabelecem, com comedimento, as diferenças de idade, como de formação, dos dois casais. “Kabul”, enfim, é um espetáculo de grande qualidade, que transmite com forte impacto o que é - em termos teatrais – a vida em tempos de uma guerra sem fim.

Bárbara Heliodora

O Globo

 
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TRAGÉDIA, LUCIDEZ E LOUCURA

O espetáculo exibe o habitual apuro técnico e a grande expressividade da Amok Teatro, tanto no que diz respeito ao texto articulado como aos gestos e movimentos. Com relação ao elenco, todos os atores exibem atuações notáveis, cabendo registrar não apensa apurada técnica de cada um, mas também – e sobretudo – a paixão com que se entregam à amarga tarefa de materializar temas, idéias e sentimentos tão dilacerantes. E o quinto personagem é sem dúvida, a música, determinante para estabelecer e enfatizar os muitos climas emocionais em jogo – torna-se imperiosos mencionar a inestimável participação de Beto Lemos, tanto na criação como na execução das músicas. A mesma excelência se faz presente nos trabalhos de toda equipe técnica – Renato Machado (iluminação), Stephane Brodt (figurinos) e Ana Teixeira (cenografia).

Lionel Ficher

Blogspot

Kabul, dos autores e diretores Ana Teixeira e Stephane Brodt (Rio de Janeiro), narra, em um estilo sóbrio e cingido que lembra criações de Peter Brook, como O Terno, uma história que une o infeliz episódio de uma mulher apedrejada no estádio de Kabul em 1999, com o livro As Andorinhas de Kabul, do argelino Yasmina Kadra. São magistrais o cenário, mínimo e artístico, e a interpretação: os atores, além de dar a alma para seus personagens, sugerem portas, prisões e moradias. O melhor do festival...

 

O CORTE NA ACADEMIA
Estamos falando em tragédia. Kabul, que trata da vida na cidade de Cabul, capital do Afeganistão, e que começa coma divulgação de algumas leis promulgadas em 1997 (treze anos atrás somente), do ponto de vista de suas interpretações, cheira à tragédia, das gregas. Os personagens encaminham suas direções por entre limites muito bem marcados, definidos, superiores a eles e suas vontades/idiossincrasias. (...) A concepção de Teixeira, pela forma coesa que se expressa, faz do Amok, nesse espetáculo, como também em outros, um dos melhores grupos teatrais do país nesse tamanho continental que ele tem.
E ainda, no mesmo aspecto, indo além da encenação e chegando à recepção, o clima instaurado de dor contínua e peso se estende ao público. O espetáculo sufoca. Quem vê se sente preso nesse estado de coisas tolhedor de qualquer liberdade: não podemos nos mexer, não podemos olhar para o lado, não podemos não ouvir e, principalmente, não nos é permitido não compreender o que está sendo dito. Tudo é claro o bastante para nos obrigar a experimentar. (...) Kabul faz reviver uma situação política verdadeira em Cabul. O tormento sentido pelo espectador absorto é necessário à peça, ao que se quer, à catarse épica, se é que Aristóteles e Brecht possam conviver. Quanto mais rápido são os atores na contrarregragem, mais cortante é a cena conseqüente.

 

Kabul, do Amok Teatro, dirigido por Ana Teixeira, talvez a maior diretora de sua geração no Brasil, nessa profissão tão pouco exercida por mulheres, é um espetáculo de arrepiar.

 

 

 
 
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